sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Plena Incosntância

 

Plena InCoNsTâNcIa


Opiniões não fazem mais sentido,
O mundo acabou.
Somos sobreviventes,
do acaso consciente.

Olho na janela, não vejo ninguem,
Uma mão se estende e balança,
Uma lágrima da janela derrama,
Devagar, minha mão também balança.

Isso não muda nada,
O mundo já acabou.
Não tem sentido, ter sentido.
Não tem sentido ter, apenas estar!

E estou...
Estou bem, a vida continua.
Correndo sempre atrás da morte,
sou cego que caminha na luz sem poder enxergar.

Quando me olho no espelho,
Vejo a parede do banheiro,
Vejo uma mancha, preciso limpa-lá,
Ah! Como quero mata-lá!

Transpiro plenamente a inconstância.
Quero mudar, parar de mudar.
Reconstruirei o mundo com braços e risos,
Tentarei não tentar,
fazer o tempo parar!

Talvez eu não tenha percebido,
o mundo não está por todo acabado,
opinões não fazem sentido.
Não quero parar de mudar!

Diel

15/11/2006

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