sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Apatia a Apatia

 

Apatia a Apatia

Corpos que se encostam e se afastam,
Rostos que sorriem e retraem.
Abutres que me seguem,
Flores aos meus olhos.

Existo, mas não estou aqui.
Minha alma vaga distante.
Meu corpo parado, aguarda o chamado...
Ouço gritos, ofensas e risos falsos,
Mesmo não ouvindo nada.

Será que sou assim tão insuportável?!
Talvez eu devesse me retirar?!
Pobres pessoas podres,
Morrerrão para sempre sem saber!

Posso ser um nada,
Mas não me conformo.
Morrerrei tentando dia-a-dia,
Para que meu sangue afogue,
as rosas que me cravaram espinhos!

E quando eu não tiver mais sangue,
E não tiver mais para onde correr,
Preferirei a morte,
a ser um apático encolhido...

Sem palavras...
Sem sonhos...
Sem razão...
Sem vida!

Diel

06/11/2006

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