sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

As Marcas

 

As Marcas

Transpirações se abraçam,
Olhos se amarram,
Bocas, se desejam e negam,
Em beijos infinitos e ternos.

Minha mão percorre o paraíso,
Deliro às palavras mudas, sussuradas...
Já não me sinto mais eu,
Sinto nós!

Um só calor emana,
Transpiramos juntos a fórmula do amor,
Fogo que se alimenta a cada toque,
Doce é o mel do teu sabor.

O tempo parou as horas, os minutos.
Correndo apenas no sincronizar de nossos corações,
Juntos temos tudo,
E a única coisa que eu quero é estar ali!

Te sentir é um privilégio de pecado,
minha boca, brinca com a tua,
Me enlouqueço com a leveza de seus braços,
Me transporto para dentro de mim mesmo.

No meu peito, sinto sua marca.
Não consigo mais viver sem ve-lá.
Não me deixa esquecer o sonho que sonhamos juntos,
Anjo que devolveu minhas asas.

Para que juntos, voássemos para o eterno,
E no eterno, relembrar dos sonhos,
E nos sonhos, relembrar as marcas,
E nas marcas, sentir você!

Diel
21/11/2006

Tudo Passa

 

Tudo Passa

Tudo passa
O vento nunca para
O tempo é eterno e constante
Mesmo quando já se passou

Olhe para trás
Esqueça teus passos
te fizeram andar para frente
Hoje não te sustentam mais

A vida é morte
A luz se apaga
A carne perece
E o mundo não se esquece

O bem maqueia
O mal marca
e entre navalhas e cores
você já não se reconhece

Mesmo o amor sincero
Não existe, pois o amor passa
Também o ódio não existe
Pois o ódio também passa

E entre linhas e entrelinhas do tempo
Repetem-se as mesmas alegrias e dores
Descobrimos que para nosso consolo e castigo
Tudo de alguma forma sempre passa...

Diel

11/2006

Apatia a Apatia

 

Apatia a Apatia

Corpos que se encostam e se afastam,
Rostos que sorriem e retraem.
Abutres que me seguem,
Flores aos meus olhos.

Existo, mas não estou aqui.
Minha alma vaga distante.
Meu corpo parado, aguarda o chamado...
Ouço gritos, ofensas e risos falsos,
Mesmo não ouvindo nada.

Será que sou assim tão insuportável?!
Talvez eu devesse me retirar?!
Pobres pessoas podres,
Morrerrão para sempre sem saber!

Posso ser um nada,
Mas não me conformo.
Morrerrei tentando dia-a-dia,
Para que meu sangue afogue,
as rosas que me cravaram espinhos!

E quando eu não tiver mais sangue,
E não tiver mais para onde correr,
Preferirei a morte,
a ser um apático encolhido...

Sem palavras...
Sem sonhos...
Sem razão...
Sem vida!

Diel

06/11/2006

Plena Incosntância

 

Plena InCoNsTâNcIa


Opiniões não fazem mais sentido,
O mundo acabou.
Somos sobreviventes,
do acaso consciente.

Olho na janela, não vejo ninguem,
Uma mão se estende e balança,
Uma lágrima da janela derrama,
Devagar, minha mão também balança.

Isso não muda nada,
O mundo já acabou.
Não tem sentido, ter sentido.
Não tem sentido ter, apenas estar!

E estou...
Estou bem, a vida continua.
Correndo sempre atrás da morte,
sou cego que caminha na luz sem poder enxergar.

Quando me olho no espelho,
Vejo a parede do banheiro,
Vejo uma mancha, preciso limpa-lá,
Ah! Como quero mata-lá!

Transpiro plenamente a inconstância.
Quero mudar, parar de mudar.
Reconstruirei o mundo com braços e risos,
Tentarei não tentar,
fazer o tempo parar!

Talvez eu não tenha percebido,
o mundo não está por todo acabado,
opinões não fazem sentido.
Não quero parar de mudar!

Diel

15/11/2006